quinta-feira, 8 de julho de 2010

Vampiros, Medo e fascínio ao longo dos tempos.




Desde o livro Drácula de Bram Stoker, quando foi descrito nesta literatura a estória do vampiro, conde Vlad Dracul, e com o sucesso atual da série Crepúsculo, vemos o surgimento de “um ser” conhecido não somente nós tempos atuais, mas que ao longo da história consegue levar deslumbre para muitas pessoas, mas que também foi sinônimo de medo e terror no folclore de muitos povos.

A primeira menção a um ser sobrenatural que se alimentava do sangue de suas vitimas foi Akhkharu, na Suméria, e na babilônia existia o mito do Ekkimu, um morto-vivo que saia de sua tumba para alimentar-se do sangue de quem estava próximo do local.

Muitos outros mitos sobre mortos – vivos que se alimentavam de sangue surgiram em outras regiões. Na Europa existia diversas alusões sobre este ser.  Na Bulgária tem-se o Vorkolaka, o Nelapsi é o ser hematófago (que se alimenta de sangue) na Europa Central. Na Ásia se encontram mitos do Chiang-Shih na China e do Algul nos países árabes.

Mas no ocidente o grande representante deste ser, o vampiro moderno, surgiu com a obra literária do escritor irlandês Abraham Bram Stoker, Drácula, lançada em 1897. Muito se comentou se inspiração para o autor foi o a biografia do nobre Vlad Dracul, da Transilvânia (atual região da Romênia), sendo que o mesmo recebera o título de Draculea (filho do dragão). Após a sua morte o nobre Vlad recebeu a alcunha de Tepes, empalador, devido a utilização deste método de tortura contra seus inimigos. Contudo a vida de Vlad Dracul não foi a fonte de inspiração para Bram Stoker, que planejava colocar o título de sua de “Conde Vampiro”, e a utilização da vida de Vlad na sua obra surgiu após o início da mesma.

No cinema o primeiro grande filme sobre vampiro foi Nosferatu, filmado em 1922. Sendo o cinema um lugar profícuo para estas produções, entre elas pode ser citado: Son of Dracula (1943), Dracula: Prince of Darkness (1966), Drácula de Bram Stoker (1992), Entrevista com o Vampiro (1994), Blade, O caçador de vampiros (três filmes 1998, 2002 e 2004), e a saga Crepúsculo (iniciado em 2009).

São diversas as séries de televisão, livros, e demais “produto de consumo” em que os vampiros são os personagens principais, e isso demonstra que este ser, do morto – vivo,  estava, e ainda se encontra, presente no imaginário social.

Cleber "Icarus" Roberto

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Chamada para participação na 3º edição da Revista Historien


Artigos, resenha e demais trabalhos relacionados ao tema proposto podem ser enviados para nosso e-mail, revista_historien@ig.com.br

Normas para produção de artigos podem ser encontrados para download também no site, www.historien1.hd1.com.br 

Data limite para envio de trabalhos: 31 de julho de 2010

Heavy Metal & História

História e Heavy Metal - A diversidade de um estilo




Heavy Metal, estilo musical sempre ligado a polêmicas, preconceitos e estereótipos difamadores, estilo que é generalizado como satanista, anticristão, que difunde a violência. Porém ao analisar o Heavy Metal, de forma mais apurada e livre de preconceitos, acaba-se tendo uma outra opinião. As diversas vertentes o fazem ser um estilo musical altamente complexo, com espantosa quantidade de sub-estilos ligados ao Metal. Além do mais não existe uma “ideologia” pré-estabelecida. As temáticas abordadas pelas bandas dentro do Heavy Metal são distintas, onde são mencionados temas como cristianismo, fantasia, paganismo, político, folclórico, futurístico, literário e histórico!!!!!!!. Isto mesmo, a História e as grandes obras da literatura são temas cada vez mais freqüentes dentro do Heavy Metal, sendo abordados por diversas bandas do estilo. 

Qual headbanger (termo em inglês para o chamado 'metaleiro') não escutou a conhecida Flight of Icarus, do Iron Maiden, e qual pesquisador da mitologia grega não conhece a lenda do Ícaro, o personagem que fugiu, junto com o pai, do labirinto do Minotauro, utilizando asas feitas de penas coladas com cera, e ao desobedecer ao pai, Ícaro voou até próximo do sol, e suas asas se tornaram cinzas, caindo, ele, para a morte no mar. O mesmo headbanger pode ter curtido Aces High, do próprio Iron, e o historiador observa na letra da música a menção sobre a Batalha da Inglaterra, na Operação Leão Marinho, em que os nazistas tentaram subjugar a Inglaterra na Segunda Guerra Mundial, onde caças Spitfires ingleses duelavam contra os ME-109 alemães. O Iron Maiden transformou em música a biografia de Alexandre Magno em Alexander the Great. No álbum Dance of Death tem-se a espetacular Paschendale, uma música que retrata a batalha homônima, ocorrida na Primeira Guerra Mundial, onde centenas de milhares de jovens do Império Britânico e do Império Alemão sacrificaram-se, em vão, numa terrível carnificina. O Iron Maiden pode ser tido como a maior referência da fusão do Metal e história, pois são várias de músicas seguindo temáticas históricas. Contudo o Iron não é o único, o Blind Guardian, banda alemã, também pode ocupar lugar neste chamado Metal & História.

O Blind Guardian utiliza-se de temas voltados para a literatura, onde podemos encontrar várias menções a diversas lendas européias, podendo mencionar, em especial, a música And Then There Was Silence, baseada na Ilíada de Homero, ou os mitos arthurianos, com A Past And Future Secret ou Mordred’s Song, porém o tema principal abordado pelo Blind Guardian é a literatura Tolkieniana, produzida por J.R.R. Tolkien, o criador de O Senhor dos Anéis. Nesse caso o Blind, além de ter várias músicas ligadas a esse tema, como a bela Lord of the Rings, ou The Bard’s Song – The Hobbit, a banda possui, inclusive, um álbum conceitual, o Nightfall in the Middle-earth, que é baseado no livro de Tolkien, O Silmarillion,
             
            Pode-se citar o Haggard com o Eppur Si Muove, álbum baseado na história de Galileu Galilei no século XVII. Tem o Kamelot com o conceitual Epica, baseado na obra Fausto de Johann W. Von Goethe. Temos o Vanden Plas que fundamentou seu álbum, Christ-O, na obra de Alexandre Dumas, O Conde de Monte Cristo. A grande diversidade de álbuns conceituais ligados a história ou literatura impede que todos seja citados.
           
            Ainda pode-se encontrar banda que não criaram grandes álbuns conceituais, mas produziram excelentes músicas com temáticas históricas, uma dessas músicas que chama a atenção é a música Crystal Night, do Masterplan, que tem como fundo temático a Noite dos Cristais, onde membros partidários do partido nazista depredaram  lojas e casas de judeus, sendo que milhares de judeus foram presos na Alemanha,  porém o caráter da música é de que esse terrível fato não venha a ocorrer novamente.
             
             O Brasil tem, como exemplo de álbum neste estilo, o Hamlet, álbum que contou com a participação de diversos grupos que descreveu, com primor, esta novela de William Shakespeare. A banda Miasthernia, com álbuns conceituais nas tradições religiosas pré-colombianas da América Latina, ou o Sad Theory com o conceitual A Madrigal Of Sorrow baseada na obra de Charles Baudelaire, As Flores do Mal.
             
            Deve-se, também deixar bem claro, que dificilmente uma banda conseguirá criar um álbum ou música conceitual seguindo detalhadamente um fato histórico ou literário, pois muitos detalhes acabam sendo suprimidos por diversas questões que vão desde a adaptação rítmico/musical até a extensão que as músicas podem assumir. Pode-se utilizar como exemplo, a música Gettysburg do Iced Earth, que para mencionar detalhes minuciosos desta batalha da Guerra da Secessão Americana a banda fez está musica com mais de 30 minutos de duração dividida em três partes, em que cada parte é relacionada a um dia de batalha.
             
           Com todas estas exposições, ao observar o Heavy Metal, livre dos estereótipos e pré-julgamento, pode-se compreender que o preconceito social não tem fundamento, pois nenhum outro estilo musical pode encontrar tamanha complexidade lírico/temática quanto o Metal, infelizmente é a partir de acontecimentos isolados que o Heavy Metal acaba sendo acometido de criticas e calúnias, estes mesmos críticos não analisam o Heavy Metal e suas principais vertentes, pois dessa forma encontrariam um amplo estilo musical, onde a liberdade de criação é o único obstáculo para a criação da música.
 
Cleber “Icarus” Roberto

sábado, 3 de abril de 2010

Edição Temática nº02 - Jogos de gênero: Discursos, Representações e Identidades - Volume I e II

Tendo em vista o grande número de artigos recebidos para esta edição temática, decidimos lança-la em uma edição dupla para download.

Edição N° 2 (Dupla) - História em foco: Jogos de Gênero: discursos, representações e identidades.

   Volume - I











DOWNLOAD COMPLETO

HISTÓRIA EM FOCO

- A velha igualdade e a nova identidade. 

- Incursão historiográfica sobre epistemologia feminista, gênero e crime.
Antônio Carlos Lima da Conceição (UFBA)

- Construindo um objeto histórico a partir da reflexão de gênero: A Revolta das recolhidas do Santo Nome de Jesus.

- Mulher e política: um breve balanço historiográfico na produção do século XX.    

- História social do trabalho e História das mulheres: percursos da Historiografia brasileira.
Maciel Henrique Carneiro da Silva (UFBA) 
http://www.4shared.com/file/255142111/1bc07f5b/05_HISTRIA_SOCIAL_DO_TRABALHO_.html? 

- Visões do Brasil: Representações femininas nos relatos de viajantes - Séculos XVI ao XIX.
Maria de Fátima Hanaque Campos (UEFS)
http://www.4shared.com/file/255780263/169f07e/06_Vises_do_Brasil_representae.html? 

- Moda em Revista: mulheres na imprensa carioca no início do século XX.
Ana Carolina Eiras Coelho Soares (UFGO)
http://www.4shared.com/file/255142104/72b1ba95/07_Moda_em_Revista_mulheres_na.html? 

- A cultura da Beleza: práticas e representações de embelezamento feminino nos anos 1920.
Natália Conceição Silva Barros (UFPE - Fundação Joaquim Nabuco)
http://www.4shared.com/file/255142102/9bd21fa0/08_A_Cultura_da_Beleza_prticas.html? 


     Volume - II












DOWNLOAD COMPLETO


HISTÓRIA EM FOCO

- Trabalho invisível e relações de gênero.  

 - A participação feminina nos cursos de medicina, farmácia e odontologia na Bahia.

- Entre letras, pontos e agulhas: a educação de órfãos na Estância/SE oitocentista.

- O Feminino nas guerras.

- Boa noite Fräulein...  Os contos de fada e a construção da feminilidade.

- A emancipação da mulher brasileira no final do século XIX sob a ótica de Júlio Ribeiro na Obra "A carne".
Jorge Luís Coelho Gomes (Graduando UEMA) e Jordania Maria Pessoa (UEMA)
http://www.4shared.com/file/255145820/d5ec1f38/06_A_EMANCIPAO_DA_MULHER_BRASI.html? 

PERFIS   

- Nas entrelinhas, Zélia Almeida.
Alinne Suanne Araújo Torres (Graduanda UPE)
http://www.4shared.com/file/255145813/67c81d41/07_perfil_definitivo__1_.html?

terça-feira, 30 de março de 2010

Revista Historien no Multicultura

Olá para todos!

Hoje, dia 30 de março, estivemos na rádio Tropical Sat, a convite dos produtores do programa Multicultura, para um bate papo sobre a Revista Historien. Entre outras coisas, falamos sobre a idéia geradora de tudo, de que maneira começamos nosso trabalho, além de ressaltar os desafios de produzir uma revista acadêmica.

Essa entrevista vai ao ar dia 02 de abril, às 12:00 hs, na Tropical Sat 102,5 FM. Então, sintonizem e não percam! E, no mesmo dia, às 14:00, acontecerá o lançamento da 2ª edição da Historien, na abertura do EPEH (Encontro Pernambucano de Estudantes de História) na UPE.






Lançamento da 2ª edição da Revista Historien