quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Coleção "História do Brasil Nação: 1808-2010" é lançada em São Paulo

O surgimento do Brasil como nação independente, tendo como pano de fundo a trajetória paralela a de outros países da América Latina, é contado com riqueza de detalhes na coleção “História do Brasil Nação: 1808-2010", lançado nesta quarta-feira pela Fundação Mapfre e pela Editora Objetiva, em São Paulo. Dirigida pela historiadora Lilia Moritz Swcharcz, a coleção integra o projeto “América Latina na História Contemporânea”, já com publicações em dez países.

Esta é a primeira vez que 26 célebres autores brasileiros atuam juntos num mesmo projeto. A ideia é transcender os círculos acadêmicos especializados para alcançar um público mais amplo. A coleção é composta por seis volumes: “Crise colonial e independência: 1808-1830” (lançado agora); “A construção nacional: 1830-1889” (com data de publicação prevista para fevereiro de 2012); “A abertura para o mundo: 1889-1930” (em junho de 2012); “Olhando para dentro: 1930-1960” (em outubro de 2012); “A busca da democracia: 1960-2010” (em março de 2013); e “Um olhar sobre o Brasil. A fotografia na construção da imagem da nação: 1833-2003” (em junho de 2013).

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Polêmica com Lobato em discussão no fHist


A polêmica envolvendo releituras de clássicos da literatura, que recentemente atingiu até o escritor Monteiro Lobato, promete esquentar as discussões do Festival de História (fHist), em Diamantina, Minas Gerais, que começa no dia 7 de outubro. Uma das convidadas do evento, a escritora de livros infantis Luciana Sandroni condena as interpretações fora do contexto da época em que as obras foram escritas, mas prefere ver o lado positivo da polêmica: a oportunidade para os professores abordarem o racismo junto aos alunos.

“É um tema muito delicado, mas que precisa ser abordado. É impossível tirar os autores do contexto de um século atrás, afinal, eram as ideias vigentes na época, eles viveram aquela época. Ao retratar Tia Anastácia como uma pessoa inferior, Lobato repetia a sociedade na qual ele e todos os personagens estavam inseridos. Assim fez Machado de Assis, José de Alencar e todos os grandes escritores. O importante é aproveitar a oportunidade para contar aos alunos as agruras do nosso passado, uma vez que não podemos nos esquecer de que fomos o último país independente a fazer a abolição da escravatura”, defende Sandroni.

Vencedora do Prêmio Jabuti de 1998 por “Minhas memórias de Lobato”, Sandroni estará na mesa “Walt Disney e Monteiro Lobato: o sonho das crianças tem cor?”, marcada para as 18h do dia 10 de outubro no fHist. O tema será debatido juntamente com a historiadora Márcia Regina Ciscati, doutora em História Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2004) e professora dos cursos de licenciatura em História e Pedagogia pelas Faculdades Integradas de Guarulhos, Faculdade das Américas e Faculdade Guaianás. A mediadora será a historiadora Carmen Lúcia de Azevedo.

'Histórias do Brasil'

Estão no ar os primeiros episódios da série “Histórias do Brasil”, que está sendo exibida até 16 de setembro pela TV Brasil. Os micro-documentários são fruto de uma parceria entre a Revista de História e a produtora Conspiração Filmes.

São dez docudramas, com 25 minutos cada, que narram fatos ocorridos desde o primeiro contato dos índios com europeus, passando pelo cotidiano dos escravos no engenho; a cobiça pelo ouro; a guerra pelo açúcar; a Guerra do Paraguai; o Estado Novo até a construção de Brasília.

Episódios anteriores podem ser conferidos na página da TV Brasil. No quarto capítulo - o último disponibilizado na internet -, o mameluco Jerônimo domina os segredos da mata.


FONTE: revistadehistoria

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A batalha foi ganha, não a guerra.



Por Tadeu Henrique





A milícia estudantil da UPE campus Petrolina continua na ofensiva contra toda podridão administrativa do Estado de Pernambuco. Semana passada foram feitas mais mobilizações. No desfile de 7 de setembro, os alunos aproveitaram o ensejo para denunciar o desprezo do governador Eduardo Campos em relação ao ensino superior. No dia 9, fechando o calendário de protestos desse mês, discentes e professores fizeram uma caminhada com faixas e carro de som pela avenida São Francisco.
Ontem, dia 12 , às 19:00 horas fora realizada a III Assembleia Geral Estudantil no Auditório da UPE.  Sentimentos de gratidão, insegurança e inconformismo pairavam naqueles discursos menos enérgicos, mas ainda decididos a mudarem à longo prazo o estado putredinoso da UPE.Por contraste visual, a proposta de permanecer em estado de greve e continuar com um calendário de ações fora aprovado. E como o reitor Carlos Callado homologou o convite de docentes temporários que já assinaram contrato nessa última quinta-feira, as aulas voltam ao "normal" a partir de hoje (13/09). Apesar dessa homologação e algumas promessas da reitoria, os militantes não baixaram a guarda e continuarão na luta por professores efetivos, melhor infra-estrutura, acervo bibliotecário e papel higiênico, diga-se de passagem. Aliás, papel higiênico não falta para um homem do lastro político de Eduardo Campos, pois um homem como ele precisa de muito papel para higienizar as "cagadas" que faz na administração pública de Pernambuco. A carapaça também serve para a gestão da unidade de Petrolina que parece ser conivente com tal imoralidade.
O governador que se prepare, pois esses alunos estão dispostos a ir até Brasília, se possível, para ver mudanças. Não são vermes que se rastejam para implorar favores, pelo contrário, são soldados munidos de coragem, conhecimento e sede de justiça. E estão cansados de serem tratados como a escória da sociedade, de não receberem uma qualificação profissional digna e , pior, sentirem vergonha de estudarem nessa instituição. Agora reverbera-se o grito de Zapata: ya basta!
Diante desse esmero estudantil, resta parabenizar todos os alunos da UPE campus Petrolina e adverti-los de que a batalha continua.

fotos de Janily Carvalho, graduanda da UPE

Tadeu Henrique é graduando  e membro da equipe de editoração da Revista Historien.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ponte Presidente Dutra: o auge de revolta (UPE)

Por Tadeu Henrique





Dando seguimento ao calendário de mobilizações estudantis, ontem, às 12:30 do dia, alunos dos diversos cursos do campus de Petrolina, reuniram-se na Concha Acústica a fim de interditarem a Ponte Presidente Dutra como expressão de revolta ante o caos que a instituição tem vivido.
Liderados pelos enfrentantes dos DA e CAs, dezenas de estudantes e alguns professores portando apitos, faixas, câmeras e megafone dominaram o centro de Petrolina. O protesto começou no sinal principal da Av. Guararapes em frente da prefeitura e partiu para a Rua Antônio de Santana Filho, Av. Souza Filho, voltando para Guararapes e findando na Ponte Presidente Dutra, o auge da revolta.
A paralisação da ponte foi o ponto crítico, pois por ser horário de pico, muitos motoqueiros e motoristas que estavam indo almoçar, ficaram com os ânimos à flor da pele. O congestionamento foi colossal para os dois lados. Alguns motociclistas chegaram a jogar as motos contra os militantes que mesmo com essa violência e a presença das polícias militares da Bahia e rodoviária federal não retrocederam. O incidente durou 40 minutos e só acabou quando a TV Grande Rio chegou para cobrir o evento que também foi transmitido em Recife pelo NE TV 2ª edição. Um vitória impactante para os alunos que queriam o apoio da mídia.
Para alguns esse ato foi radical, mas deve-se entender que somente atitudes radicais conseguem mexer com as estruturas engessadas do Estado. No entanto, um movimento dessa envergadura não pode ser feito de qualquer jeito, sem discernir os possíveis impasses com a sociedade, que no caso deve ser aliada e não inimiga. Claro que esse ato não foi realizado de forma leviana, teve toda uma preparação.


(Fotos enviadas por Socorro Oliveira, da equipe de Revisão da Revista Historien, tiradas pelos membros do CA de História da UPE Petrolina)

(Tadeu Henrique é membro da equipe de Editoração da Revista Historien e graduando na UPE).



domingo, 11 de setembro de 2011

Entrevista transcrita da aluna da UPE na Rádio Jornal (parte I)




Repórter: [...] Vocês percebem que a sociedade também tem se tornado mais consciente com relação ao problema que vocês enfrentam, e têm aderido a essa luta?

CAMILA: Sim, até porque é da Universidade de Pernambuco que saem os profissionais da educação que a gente tem aqui no nosso estado e nos outros estados. Profissionais de saúde, Né? Os enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas...Então a gente tá querendo mostrar pra sociedade que a universidade hoje, ela passa por problemas que não só “atrasa” a gente, e sim a todos. Porque, qual profissional de educação que vai sair dessa universidade, na qual a gente não tem um nível excelente, Né? O nível que a gente pretende dentro da universidade em si. Agora mesmo, a gente está... Tem curso que “tá” com mais de 50% das disciplinas sem professores e daí por diante.


Falta laboratório pro curso de saúde, faltam laboratórios até pros cursos de licenciatura [trecho inaudível]. Então a gente pretende mostrar pra sociedade que não é um problema somente nosso, não é problema só dos estudantes, e sim de todo o povo; porque afeta, como eu disse a sociedade em geral.

REPÓRTER: [...] Os alunos reivindicam não somente essa questão de ter os professores efetivamente dentro da sala de aula, mas sobretudo, a infra-estrutura das licenciaturas, dos cursos que são colocados...Da infra estrutura como um todo, né?


CAMILA: Isso, e os cursos de Saúde também, né? Porque a universidade hoje, ela vem abrindo cursos em todas as áreas. O problema do governo é interiorizar a educação, mas que educação é essa? É isso que a gente questiona também [trecho inaudível].
Abrem-se cursos, não tem professores, não tem estrutura, não tem laboratórios... Então acaba que a universidade, ela hoje passa por problemas que vêm se agravando há muito tempo. [...] Dez cursos dentro da nossa unidade e dentro desses dez cursos a gente só tem 98 professores. O governo do estado, ele abriu uma seleção simplificada para garantir...

Obs.: fotos de Janily Carvalho, graduanda da UPE.
Transcrição de Socorro Fonseca, graduanda e membro da Revista Historien.(UPE)