sábado, 18 de agosto de 2012

O roubo do chá da China pelos ingleses

No século XIX, um distinto botânico escocês chamado Roberto Fortune partiu em uma arriscada missão para desvendar os segredos da bebida. Essa aventura foi o início de um negócio extremamente lucrativo para a Inglaterra, com o plantio intensivo na Índia
por Eric Pincas


Robert Fortune, o botânico que importou plantas e sementes da China

No número 9 da Gilston Road, em Londres, uma placa azul avisa que ali morreu o botânico Robert Fortune, em 1880. Um ilustre desconhecido até mesmo no país do five o’clock tea, o chá das 5, em que perto de 70% da população bebe diariamente uma xícara do líquido aromático. Poucos conhecem a extraordinária aventura desse homem que, na metade do século XIX, roubou, na cara dos chineses, os segredos de seu chá. Foi o início de um negócio extremamente lucrativo para os britânicos: cerca de 900 bilhões de xícaras são consumidas anualmente no mundo todo.



Até hoje nenhum historiador se debruçou sobre a arriscada missão empreendida por Robert Fortune. Coube a Willy Perelsztejn, amante de chás, jurista de formação e produtor de documentários, o mérito de ter desvendado esse episódio importante da história econômica e cultural do ex-Império Britânico. Em 1996, depois de ter lido A rota do chá e das flores, o diário de viagem de Robert Fortune, ele suspeitou que a narrativa romanceada escondia um roteiro bem diferente. Ele então se associou à irmã, Diane, cineasta, e a Joëlle Kilimnik, sua colaboradora, e pesquisou durante quatro anos até conseguir as provas de que a aventura de Fortune se tratava, de fato, de uma espionagem industrial.

Nos anos 1840, a China era o principal produtor e fornecedor de chá no mundo, apesar das tentativas de concorrência das plantações de Assam no nordeste da Índia, cultivadas pelos irmãos Bruce nos anos 1830. Infelizmente para os ingleses, a qualidade desse chá se revelou bem fraca para quem esperava rivalizar com os produtores chineses. Em 1834, a Companhia das Índias Orientais, a serviço da Coroa britânica desde 1599, perdeu seu monopólio sobre a importação do chá em benefício de comerciantes independentes. A autoprodução se tornou, assim, o principal objetivo desse gigante mercantil que controlava, em seu apogeu, no final do século XVIII, um quarto do comércio mundial.

Mais informações ver no site História viva.

COLEGIADO DE HISTÓRIA PROMOVE CURSO SOBRE CATEGORIAS BÁSICAS DO MARXISMO


O Colegiado de História da UPE Campus Petrolina promove curso CATEGORIAS BÁSICAS DO MARXISMO com o objetivo de discutir as principais categorias da Economia Política Marxista. A exposição e debates sobre a teoria do valor tal como desenvolvida por Karl Marx principalmente em O Capital, terá ênfase nos aspectos metodológicos, destacando as aplicações da dialética materialista para uma crítica da economia política, fornecendo os elementos fundamentais para o estudo das leis da sociedade capitalista e suas principais contradições.


Partindo da análise da mercadoria como a expressão da riqueza na sociedade capitalista, pretende-se discutir a origem da riqueza e da exploração (mais-valia) e as crises do capitalismo como expressão de seu próprio desenvolvimento (queda tendencial da taxa de lucros), além dos aspectos ideológicos dessa forma social que não é analisada de maneira científica pela economia burguesa.


O curso aberto ao público interessado na teoria marxista será ministrado pelas professoras doutoras Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Nazira Camely da Universidade Federal Fluminense (UFF). Os interessados devem procurar o colegiado do curso de História da UPE Campus Petrolina para fazer a inscrição, mediante uma taxa de R$ 20,00 (vinte reais) para custear a alimentação dos dois dias de evento, que ocorre de 8 às 12 e de 14 às 18 horas no sábado e no domingo, dias 25 e 26 de agosto.



Informações de: Prof. Moisés Almeida 


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Regulamentada a profissão de historiador

Agência Senado 



A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (8), a regulamentação da profissão de historiador. A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece que a profissão será exercida por diplomados em curso de graduação, mestrado ou doutorado em História.

De acordo com as atribuições determinadas pelo projeto de lei do Senado (PLS 368/09), os historiadores poderão atuar como professores da disciplina de História no ensino básico e superior; em planejamento, organização, implantação e direção de serviços de pesquisa histórica; assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação.

A proposta já havia sido aprovada em decisão terminativa pela CAS em março de 2010, explicou a relatora da matéria, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Porém, em razão de requerimentos do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e do senador na época Flávio Arns (PSDB-PR), o projeto foi encaminhado ao exame do Plenário e redistribuído às comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação, Cultura e Esporte (CE), bem como determinado seu retorno à CAS.

Em Plenário, emenda do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) retirou do texto original a referência aos locais onde o trabalho do historiador poderia ser desempenhado. Na avaliação da senadora Vanessa Grazziotin, a emenda de plenário confere maior clareza e precisão à proposta.

- É inegável que os historiadores não estão mais restritos, em seu trabalho, às salas de aula. São necessários e imprescindíveis em museus, centros culturais, empresas de publicidade e de turismo e são demandados, com frequência, na produção cinematográfica e nos meios de comunicação - resaltou a relatora.

FONTE: correioweb


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

UPE movimentada - Veja alguns eventos em Petrolina.

A UPE Petrolina divulga alguns eventos que irão movimentar o Campus esse mês. Confira:

Dia 24 de agosto.
Palestra sobre a Privatização dos Hospitais no Brasil - Auditório da UPE - Profa. Dra. Fátima Silianskyde Andreazzi.(UFRJ)

Dias 25 e 26 de agosto - final de semana.
Curso Categorias Básicas do Marxismo - Profa. Dra. Nazira Correia Camely (UFF).

Esse ano também teremos o III Colóquio de Africanidades e Culturas Indígenas, que acontecerá entre os dias 09 e 11 de outubro do presente ano.

Att,

Redação Revista Historien.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Alunos de 80 escolas municipais terão disciplinas de 4 religiões




Prefeitura realizou concurso para contratação de cem professores de religião, que vão lecionar a partir do segundo semestre nessas unidades

Os pequenos alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental de 80 escolas da rede municipal podem nem saber, mas voltarão das férias de julho no centro de uma polêmica. A prefeitura já realizou concurso para a contratação de cem professores de religião, que vão lecionar a partir do segundo semestre nessas unidades. O modelo será confessional, ou seja, voltado para cada credo. A princípio, serão 45 docentes católicos, 35 evangélicos, dez espíritas e dez de religiões afro-brasileiras. Apenas os estudantes cujos pais deram autorização, durante a pré-matrícula, terão um tempo de aula por semana da disciplina. Para as outras crianças, haverá “educação para valores” (apresentação de temas ligados à ética e à cidadania) durante o período vago.

A iniciativa da Secretaria municipal de Educação é consequência de uma lei, proposta pelo próprio Executivo, aprovada em outubro do ano passado pela Câmara e sancionada logo em seguida pelo prefeito Eduardo Paes. O texto criou a categoria de professor de ensino religioso nos quadros da rede, abrindo a possibilidade de concurso para até 600 docentes. A regra estabelece que os profissionais contratados “devem ser credenciados pela autoridade religiosa competente, que exigirá formação obtida em instituição por ela mantida ou reconhecida”. É exigido ainda nível superior com licenciatura plena, sem especificação de disciplina.

O tema está sendo analisado no 
Supremo Tribunal Federal (STF)


Reverendo diz que apoia a iniciativa
Para o reverendo Daniel Rangel, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a medida da prefeitura vai ajudar a sociedade carioca a aceitar melhor a pluralidade de religiões:
— Acho positivo porque vai ensinar às crianças não apenas valores éticos ligados à sociedade civil, mas à religião. Vai ser uma oportunidade de a sociedade do Rio aprender a se relacionar com a pluralidade religiosa.
Pela primeira redação da Lei de Diretrizes e Bases, que criou em 1996 as normas atuais da educação, o ensino religioso não poderia trazer ônus aos cofres públicos. Ou seja, a contratação de professores, por exemplo, era vedada. Em 1997, esse artigo foi retirado. Ficou determinado que estados e municípios estabelecessem suas normas, “assegurado o respeito à diversidade cultural e religiosa”.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/alunos-de-80-escolas-municipais-terao-disciplinas-de-4-religioes-5295141#ixzz1zoEiDQSu
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Segundo o Humorista Carlos Ruas a situação vai ficar assim:

 


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Já tem saci até na Suécia


Pesquisador da obra de Monteiro Lobato conta como o famoso personagem perneta se tornou um poderoso símbolo nacional e ícone da luta contra o imperialismo cultural




“Eu descobri até um saci no exílio. Olha aqui: na Suécia!”, afirma Vladimir Sacchetta, mostrando o cartaz de um evento organizado na cidade de Lund por brasileiros exilados na época da ditadura. O “causo”, que à primeira vista pode parecer uma simples anedota divertida, diz muito sobre o mais famoso personagem da mitologia brasileira que o escritor Monteiro Lobato registrou na primeira metade do século XX. Indignado com a cegueira das elites do país, que teimavam em valorizar a cultura europeia e desprezar as tradições populares brasileiras, Lobato decidiu, a partir de 1917, transformar em literatura escrita os contos e lendas que havia séculos circulavam de boca em boca pelos engenhos e fazendas do interior. Ao valorizar os mitos nacionais, Lobato queria promover o nosso “7 de Setembro estético” e colocar a cultura nacional no mesmo patamar das mais sofisticadas do mundo.


Foi com esse mesmo espírito que, mais de 80 anos depois, Vladimir Sacchetta e outros admiradores da obra de Lobato fundaram a Sociedade de Observadores de Saci (Sosaci) em 2003. Como o próprio pesquisador conta, a iniciativa foi uma retomada da antiga luta do escritor paulista. O inimigo, no entanto, agora é outro: se no tempo de Lobato o saci se opunha aos duendes alemães que enfeitavam o Jardim da Luz, em São Paulo, agora o famoso perneta disputa espaço com a bruxa do Halloween, e uma das grandes reivindicações da Sosaci é que no Brasil o dia 31 de outubro seja o Dia do Saci, e não o Dia das Bruxas. A medida já foi adotada no estado e na cidade de São Paulo, além de vários municípios do país, mas não em âmbito nacional.

Enquanto isso não acontece, Sacchetta continua observando e cultivando seus sacis. Coautor de Monteiro Lobato – Furacão na Botocúndia, uma das mais importantes biografias do escritor, o pesquisador recebeu a reportagem de História Viva em seu escritório em São Paulo e contou como o saci se tornou um dos mais poderosos símbolos da cultura nacional.


Mais Informações acessem: HISTÓRIA VIVA

No site tem mais informações e o resto do artigo.