
A Historien foi um periódico científico-acadêmico mantido pelo Colegiado de História da UPE – Campus Petrolina, disponível em versão eletrônica. A nossa proposta pautou-se pelo incentivo à produção textual dos alunos do curso de História, visando a expansão do conhecimento em história por meio da produção dos próprios acadêmicos. Encerramos nossas atividades em 2014 e mantemos todas as edições disponíveis através de nosso blog. Agradecemos a todos que colaboraram ao longo de todas as edições.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Portal, edição nº 4, entre outras coisas...
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Civilização Milenar descoberta por GPS

quinta-feira, 26 de maio de 2011
Magma da Lua contém tanta água quanto o terrestre
Análise de amostra do magma da Lua mostrou mesmo teor de substâncias que a Terra e água suficiente para encher o mar do Caribe

sábado, 21 de maio de 2011
Abolição da escravidão: a igualdade que não veio
Há mais de um século, o dia 13 de maio marca a data da assinatura da lei que emancipou os escravos. Mas concessão da liberdade foi acompanhada de medidas que negaram a cidadania plena aos negros |
por Flávio Gomes e Carlos Eduardo Moreira de Araújo Acervo Fundação Brasileira Nacional, RJ ![]() No início de 1929, o periódico carioca O Jornal apresentava em suas páginas uma “preciosidade suburbana” de 114 anos: “Um preto velho, curvado sobre um cacete nodoso, typo impressionante, que raramente se vê em nossa capital”. O homem havia procurado aquela redação no intuito de pedir ajuda para comprar uma passagem para a Barra do Piraí, onde iria visitar seu neto, mas, diante do olhar de espanto dos jornalistas, decidiu sentar para conversar e contar suas histórias do tempo em que era escravo: “Eu nasci em São João del Rey, quando ainda estava no Brasil o sr. dom João, pai do primeiro imperador. Era molecote e pertencia ao sr. capitão Manoel Lopes de Siqueira”. Teria sido vendido para o coronel Ignácio Pereira Nunes, dono da fazenda da Cachoeira, em Paraíba do Sul. Ali labutava quando estourou a Revolução Liberal de 1842 (ver glossário). Trabalhava tanto na lavoura como nas tropas que cruzavam o vale do Paraíba despejando café no porto do Rio de Janeiro. O ex-escravo chamava-se Hipólito Xavier Ribeiro e era morador do morro da Cachoeirinha, na serra dos Pretos Forros (localizada entre os atuais bairros de Lins de Vasconcelos e Cabuçu, na zona norte do Rio de Janeiro). Ao longo de sua vida testemunhou importantes acontecimentos da história do Brasil, entre os quais a Guerra do Paraguai, da qual participou: “Quando o imperador mandou chamar os moços brancos para servir na tropa de linha, nunca vi tanto rancho em biboca da serra, tanto rapaz fino barbudo que nem bicho escondido no mato... O recrutamento esquentou a cada fazendeiro. Para segurar o filho, agarrando a saia da mamãe, entregava os escravos. Entregava chorando porque um negro naquele tempo dava dinheiro. Eu fui num corpo de voluntários quase no fim da guerra, mas ainda entrei em combate em Mato Grosso”. Terminado o conflito, Hipólito presenciaria outro fato marcante de nossa história: a abolição da escravidão, com a assinatura da Lei Áurea no dia 13 de maio de 1888. Ele ainda se lembrava bem dos festejos – “um batuque barulhento, sapateado de pé no chão, um cateretê daqueles, correu de dia e de noite” – mas a recapitulação do passado foi interrompida pela dura realidade do presente. Quando já havia reunido uma platéia na redação que ouvia atentamente as suas histórias, o antigo escravo decretou: “Se eu fosse contar tudo o que sei... não acabava hoje”. Queria mesmo era ajuda para comprar a passagem, pois “o tempo de hoje está pior do que o tempo do imposto do vintém (ver glossário)” e “cadê dinheiro?”, e “a pé não chego lá, de trem não posso ir”. E foi-se embora. Um dos jornalistas que ouviu o relato descreveu o velho negro em sua crônica: “Não obstante a sua idade avançada, apresenta aspecto sadio. É um preto alto, espadaúdo, ainda com esforço consegue se empertigar com entusiasmo. Fala com pausa, como a inquirir o pensamento”. A noticia continua no site abaixo. Fonte: História ViVa |
Portal com novo visual.
terça-feira, 17 de maio de 2011
ENCONTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA TERÁ LANÇAMENTO DE LIVROS
O Encontro Acadêmico do Curso de História da UPE Campus Petrolina acontecerá a partir desta quarta feira, dia 18 de maio, às 15 horas no auditório daquela instituição. Na abertura do evento, os participantes terão a oportunidade de assistir a mesa redonda: “apropriações imaginárias e construções discursivas sobre o sertão”. Os palestrantes serão os professores: Francisco José, Genivaldo do Nascimento e Harley Abrantes. A programação segue no mesmo dia com minicursos, conferências e atividades culturais. Durante os dias do Encontro alguns conferencistas lançarão seus livros:"Um Só Corpo, Uma Só Carne: Casamento, Cotidiano e Mestiçagem no Recife Colonial (1790-1800)" de autoria de Gian Carlo de Melo Silva e “Nas Solidões Vastas e Assustadoras: A Conquista do Sertão de Pernambuco pelas Vilas Açucareiras Nos Séculos XVII E XVIII"de autoria de Kalina Vanderlei.
Para o coordenador do colegiado de História do Campus Petrolina, Professor Moisés Almeida, “o evento é uma retomada das semanas acadêmicas que se realizaram no passado e agora retornam com as características mais adequadas à academia. Por isso, ele está organizado com mesas redondas, minicursos, simpósios temáticos, conferências e atividades culturais”.Prof. Moisés Almeida lembrou ainda que as inscrições poderão ser feitas via internet pelo site:revistahistorien.com/semanadehistória.htm ou nas dependências da instituição até quarta feira às 15 horas.
domingo, 15 de maio de 2011
Edição 4 - Africanidades
Sertões: Olhares Múltiplos
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Incesto no Japão
terça-feira, 10 de maio de 2011
A tradição de casamentos reais no Brasil
O casamento do Príncipe Wiliam, agora Duque de Cambridge, com Catherine Middleton na Abadia de Westminster em Londres foi assistido por dois bilhões de pessoas em todo mundo. Canais de televisão, sites e blogs fizeram comentários sobre a realeza européia e sobre o enlace, considerado do século devido a origem plebeia da noiva. Poucas pessoas sabem, mas o Brasil também já celebrou casamentos reais no período de 1822 até 1889. A população do Rio de Janeiro foi assistir às uniões de D. Pedro I, em 1817, com a Arquiduquesa Leopoldina da Áustria, e da Princesa Amélia de Leuchtemberg, em 1839.
Já o matrimônio de D. Pedro II com a Princesa D. Teresa Cristina das Duas Sicílias teve um fato inusitado. O noivo se desiludiu ao perceber que sua noiva era diferente da que estava no retrato. Em 1864, os brasileiros testemunharam ainda as uniões da Princesa D. Isabel com Gastão de Orleans, o conde d’Eu, e de D. Leopoldina com Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha.
Contudo, ao longo dos anos, uma espécie de “esquecimento histórico” foi construído em torno da dinastia brasileira, principalmente depois do golpe de 15 de novembro de 1889, que levaria a instituir a República. Assim, os casamentos reais deixaram de ser comentados pela própria História e pelos meios de comunicação. Após a promulgação da lei de banimento em 1889, a Família Imperial se instalou em Portugal e depois na França. Com o falecimento de D. Pedro II, a Princesa Isabel passou a ser Chefe da Casa Imperial do Brasil e tratada pelos monarquistas como Imperatriz. De sua união com o conde d’Eu, nasceram os filhos D. Pedro de Alcântara, D. Luís e D. Antônio.
Atendendo às expectativas da mãe, D. Luís se casou com a Princesa D. Maria Pia das Duas Sicílias, filha do Conde de Caserta, Chefe da Casa Real das Duas Sicílias, descendentes diretos dos Bourbons da França e da Espanha. O casamento aconteceu em Cannes, em 4 de novembro de 1908. Da união, nasceram D. Pedro Henrique, D. Luís Gastão e D. Pia Maria.
Porém, D. Luís faleceu prematuramente em 1920, e D. Antonio morreu no final da Primeira Guerra Mundial Guerra, o que deixou o movimento monarquista “órfão”, já que a Princesa Isabel havia falecido em 1921 e D. Pedro Henrique tinha apenas doze anos.
Novos Casamentos
Com a morte da Princesa Isabel, o filho primogênito de D. Luís passou a ser Chefe da Casa Imperial do Brasil.Porém, mesmo com a revogação da lei do banimento em 1921, D. Pedro Henrique só veio morar no Brasil em 1945. Sua mãe desejava que tivesse uma educação melhor e que contraísse um casamento à altura. Em 19 de setembro de 1937, ele se casou com a princesa alemã D. Maria Elisabeth da Baviera, neta do último rei da Baviera, no Castelo de Nymphemburgo. Aqui, eles se instalaram em Petrópolis, Rio de Janeiro, Paraná e no interior do Rio de Janeiro, na cidade de Vassouras, o que gerou o termo criado pela imprensa de “Ramo de Petrópolis” e “Ramo de Vassouras”, já que os descendentes da Princesa Isabel permaneceram separados e cada um alegando ser o legítimo sucessor da monarquia.
De sua união com D. Maria Elisabeth, D. Pedro Henrique teve doze filhos, três permaneceram solteiros. D. Luís, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Bertrand, e D. Isabel renunciaram aos seus direitos de sucessão por se casarem com pessoas oriundas da antiga aristocracia brasileira, mas não possuíam tratamento de Alteza.
Expectativas dos Monarquistas
E é em D. Rafael, jovem de 25 anos, que renascem as expectativas dos monarquistas. Quarto na linha de sucessão, logo após seus tios e seu pai, o príncipe se tornou alvo de atenções após o falecimento do irmão no trágico acidente da Air France, em 2009. Engenheiro de Produção formado pela PUC-RJ, fala fluentemente francês, inglês e espanhol. Mora atualmente no Rio de Janeiro na casa da avó, joga golfe e é apaixonado por futebol e pelo Fluminense. Esteve ano passado em Salvador em uma visita organizada pelos membros da Associação da Nobreza Histórica do Brasil.
A expectativa é que ele se case com alguma princesa européia e católica, já que essa é a tradição da Família Imperial. Talvez nos próximos anos, ocorra mais uma união imperial, obviamente sem o mesmo luxo e glamour da realeza inglesa, entretanto será um momento para refletir sobre a monarquia brasileira e suas tradições.
por Alinne Suanne, graduanda em Jornalismo em Multimeios e graduada em História, da UPE, e Rafael Cruz, graduado em História, da UPE, campus Petrolina. Reportagem distribuída pela Agência MultiCiência para o Gazzeta do São Francisco, publicada na edição do dia 5 de maio.

domingo, 8 de maio de 2011
Artigos
sábado, 7 de maio de 2011
Plantão da Monarquia
Jovens príncipes viraram repórteres e cronistas da vida pública e doméstica da família imperial no final do século XIX |
Iuri Azevedo Lapa e Silva |
![]() |
São incontáveis os casos de intrigas e traições que mostram como era delicada a transição de um monarca para outro. Não menos difícil era a tarefa de preparar um futuro rei. Por isso as famílias reais sempre trataram das sucessões ao trono com o máximo cuidado. Aquele que estivesse na linha de sucessão de determinada dinastia precisava estar pronto para governar. Sua instrução tinha que ser feita com esmero. Dados sobre a educação dos últimos herdeiros do Brasil imperial indicam que o envolvimento dos príncipes com a vida política e doméstica era um dos principais objetivos desse processo de preparação. Um exemplo desse comprometimento está no Correio Mirim, um periódico que pode ser encontrado na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional. O jornalzinho, que tinha uma estrutura amadora e só circulava entre os membros da família real, parece ter sido apenas um dos que foram redigidos, ainda que parcialmente, pelos príncipes imperiais. Os outros de que se tem notícia são o Correio Imperial, o Correio Assu, O S. Cristovão e O Larangeiras, cujos exemplares fazem parte dos acervos do Museu Imperial, do Arquivo Nacional, da Biblioteca Nacional e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. O provável “redator-chefe” do Correio Mirim era o mais velho dos três filhos da princesa Isabel (1846-1921), D. Pedro de Alcântara (1875-1945), que tinha apenas 12 anos. Ele assina o editorial do primeiro exemplar do periódico, que foi lançado no dia 1º de janeiro de 1888, e adverte seus leitores sobre os limites e as possibilidades do veículo: “O Correio Mirim não tem nem o tempo, nem as habilitações necessárias para competir com seu colega e amigo Correio Imperial. Oferece entretanto a seus assinantes o que de melhor lhes pode dar por ocasião do ano bom: seu coração e algum serviço que lhes possa ser útil”. De periodicidade semanal, o jornal aparentemente foi impresso pelo próprio príncipe. Suas páginas fazem menção a uma certa “Typ. Mirim”, tipografia que o jovem provavelmente ganhou de presente de algum parente ou amigo de seus pais pouco tempo antes.(...) |
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Uma pequena história do comércio planetário

domingo, 1 de maio de 2011
Livros aprovados pelo MEC criticam FHC e elogiam Lula
Comissão formada por professores avalia os livros, que são usados por 97% das escolas da rede pública de ensino
LUIZA BANDEIRA
RODRIGO VIZEU
DE SÃO PAULO
Livros didáticos aprovados pelo MEC (Ministério da Educação) para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das exigências do MEC para aprovar os livros é que não haja doutrinação política nas obras utilizadas.
O livro "História e Vida Integrada", por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações.
Já o item "Tudo pela reeleição" cita denúncias de compra de votos no Congresso para a aprovação da emenda que permitiu a recondução do tucano à Presidência.
O fim da gestão FHC aparece no tópico "Um projeto não concluído", que lista dados negativos do governo tucano. Por fim, diz que "um aspecto pode ser levantado como positivo", citando melhorias na educação e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Já em relação ao governo Lula (2003-2010), o livro cita a "festa popular" da posse e diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
O escândalo do mensalão é citado ao lado de uma série de dados positivos.
Ao explicar a eleição de FHC, o livro "História em Documentos" afirma que foi resultado do sucesso do Plano Real e acrescenta: "Mas decorreu também da aliança do presidente com políticos conservadores das elites". Um quadro explica o papel dos aliados do tucano na sustentação da ditadura militar.
Quando o assunto é o governo Lula, a autora -que à Folha disse ter sido imparcial- inicia com a luta do PT contra a ditadura e apenas cita que o partido fez "concessões" ao fazer "alianças com partidos adversários".
Em dois livros aprovados pelo MEC, só há espaço para as críticas à política de privatizações promovida por FHC, sem contrabalançar com os argumentos do governo.
MENSALÃO
Já na apresentação da gestão Lula, há dois livros que não citam o mensalão.
Em "História", uma frase resume o caso, sem nomeá-lo: "Em 2005, há que se destacar, por outro lado, a onda de denúncias de corrupção que atingiu altos dirigentes do PT, inúmeros parlamentares da base do governo no Congresso e alguns ministros do governo federal".
A Folha não conseguiu falar com os autores da obra.
Uma das críticas feitas a Lula é o fato de ter continuado a política econômica do antecessor.
Os livros aprovados pelo MEC no Programa Nacional do Livro Didático são inscritos pelas editoras e avaliados por uma comissão de professores. Hoje, 97% da rede pública usa livros do programa.
São analisados critérios como correção das informações e qualidade pedagógica. As obras aprovadas são resenhadas e reunidas em um guia, que é enviado às escolas públicas para escolha dos professores.
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0105201102.htm