quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A doce vida dos mortos


Ao contrário do Brasil, onde o carnaval é a maior festa popular, com milhares de pessoas entregues à folia por três dias consecutivos, no México, a maior mobilização festiva e popular ocorre no Dia dos Mortos. Na realidade, geralmente as festividades acontecem em vários dias, entre 31 de outubro e 2 de novembro, e em muitas cidades elas começam já no dia 28 de outubro. Parentes, amigos e convidados festejam o retorno de seus finados com grande variedade de comidas, bebidas, doces e frutas em banquetes espetaculares. De tão importante, o acontecimento foi declarado patrimônio cultural da Humanidade pela Unesco. A ideia de que a morte é uma continuidade da vida era comum na cultura mesoamericana, do México antigo. A morte era considerada uma transição da vida para outro mundo ou para um espaço, ou mesmo uma nova dimensão, que imaginavam existir para essa finalidade. As origens dessas cerimônias são antigas e remontam a 3.000 anos antes da era cristã. Nas festas rituais, era costume colocarem crânios nos altares erguidos, representando os ancestrais. Desde o século I, os cristãos rezavam pelas almas e visitavam os cemitérios. Já no século V, a Igreja Católica dedicou um dia do ano para rezar por todos os mortos, inclusive os esquecidos pelas famílias. O dia 2 de novembro foi estabelecido no século X, pelo calendário litúrgico cristão, como Dia de Finados. No México, os povos indígenas realizavam festas e rituais para reverenciar seus mortos. Mas, com a colonização espanhola, novas práticas culturais foram introduzidas e mescladas à cultura nativa para celebrar os antepassados. Rezas e cânticos se misturavam em festas, revestidos de um caráter ao mesmo tempo sagrado e profano. Antes da chegada dos espanhóis, os indígenas homenageavam seus mortos durante todo o mês de agosto, que corresponde ao nono mês do calendário solar asteca. Na época, as festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, como era chamada a Deusa da Morte dos astecas. Depois, mesmo com a presença do cristianismo, algumas tradições foram mantidas, como o tempo das festas, que podem durar vários dias. A comemoração do Dia dos Mortos atrai a população tanto das áreas urbanas como das rurais, além de despertar o interesse de grande número de pessoas de vários países.



Nessas festas, as famílias costumam oferecer banquetes com muita fartura para as almas dos mortos, como retribuição por tudo que os antepassados fizeram para eles. Isso é possível porque as festas acontecem em um período de muita prosperidade: no calendário agrícola, outubro e novembro correspondem ao início das colheitas dos produtos semeados na primavera. Na população de origem indígena – os choles – do estado de Oaxaca, região meridional do México, as festividades começam todos os anos no dia 25 de outubro e se estendem até 5 de novembro. Esse período corresponde à longa jornada realizada pelas almas para se aproximarem de seus familiares. Os choles precisam desse tempo para festejar seus mortos, pois as almas, em geral, estão “muito ocupadas”, já que esta população mescla suas atividades sagradas com as profanas. Por esse motivo, eles sempre estão ocupados com seus afazeres da vida cotidiana, especialmente com as atividades agrícolas. Já no estado de Veracruz, camponeses e indígenas comemoram o retorno das almas a partir de 18 de outubro, dia de São Lucas, para receber os que sofreram morte violenta, por assassinato ou acidente. Os rituais começam no dia 31 de outubro, quando chegam as almas das crianças, consideradas anjinhos. No dia seguinte, 1º de novembro, é a vez dos espíritos dos adultos. Após festejarem o reencontro com os familiares vivos, as almas regressam ao Reino dos Mortos, para repetir no ano seguinte o mesmo trajeto. Cada família se preocupa em reproduzir os rituais de acordo com as narrativas feitas pelos mais velhos. Todos os detalhes são observados: arrumação das casas, limpeza dos cemitérios, decoração das igrejas, ruas, praças e outros lugares públicos, variedade de comidas e bebidas, além da compra de roupas e sapatos novos para os mortos. Trabalhando coletivamente, pretendem manter a coesão do grupo e asseguram sua continuidade, evitando que aquelas práticas e representações culturais se percam no esquecimento. Altares adornados com bandeirinhas de papel de seda são erguidos nas casas, igrejas, praças e edifícios públicos. Os retratos das pessoas mortas são rodeados de flores amarelas chamadas cempasúchitl – espécie conhecida como a flor dos mortos. Os mexicanos acreditam que as cores vivas dessas plantas ajudam os defuntos a encontrar o caminho de volta para casa.


FONTE: revistadehistoria.com

domingo, 29 de janeiro de 2012

A falta de higiene na Idade Média


por Olivier Tosseri
Coleção Waldburg-Wolfegg, Castelo de Wolfegg
Banho público na Alemanha. Ilustração de manuscrito do século XV
Muita gente aprende nos bancos escolares ou em referências no cinema e em livros que os tempos medievais foram um zero à esquerda em matéria de asseio. Não é bem assim. Havia higiene na Idade Média, quando também se usava a água por prazer. Esse só não era um valor tão disseminado como hoje nas sociedades carentes, como em todos os períodos passados, de meios de educação abrangentes e democráticos.

Acervos preciosos de arte e objetos do período incluem itens usados na toalete de homens e mulheres, assim como iluminuras que representam pessoas se lavando. Os tratados de medicina e educação de Bartholomeus Anglicus, Vicente de Beauvais ou Aldobrandino de Siena, monges que viveram no século XIII, mostram uma preocupação real em valorizar a limpeza, principalmente a infantil.

A água era um elemento terapêutico e servia tanto para prevenir quanto para curar as doenças. Desenvolveram-se as estâncias termais e era recomendado e estimulado lavar-se regularmente. Como as casas não tinham água corrente, os grandes locais de higiene eram os banhos. Certamente herdados da Antiguidade, é provável que tenham voltado à moda graças aos cruzados retornados do Oriente, onde se havia conservado a tradição.

Nas cidades, a maioria dos bairros tinha banhos públicos, chamados de “estufas”, cuja abertura os pregoeiros anunciavam de manhã. Em 1292, Paris, por exemplo, contava com 27 estabelecimentos. Alguns deles pertenciam ao clero. O preço da entrada era elevado, e nem todos podiam visitá-los com assiduidade.

Na origem, os frequentadores se contentavam com a imersão em grandes banheiras de água quente. O procedimento se aperfeiçoou com o surgimento de banhos saturados de vapor de água. Utilizava-se o sabonete ou a saponária, planta que fazia a água espumar, para um melhor resultado. Para branquear os dentes, recorria-se a abrasivos à base de conchas e corais.

Tal era o sucesso desses locais que a corporação dos estufeiros foi regulamentada. Eles tinham direito a preços predeterminados e o dever de manter água própria e impedir a entrada de doentes e prostitutas. A verdade, porém, é que as estufas foram se transformando cada vez mais em lugar de encontros galantes: os banhos em comum e os quartos colocados à disposição dos clientes favoreciam a prostituição.

No século XIV, recorreu-se a éditos para separar os homens das mulheres, mas foi durante o século XV que se verificou uma mudança de mentalidade. A Igreja endureceu suas regras morais, pois passou a ver com maus olhos tudo quanto se relacionasse com o corpo. E os médicos já não consideravam a água benéfica, mas sim responsável e vetor de enfermidades e epidemias. Segundo eles, os poros dilatados facilitavam a entrada de miasmas e impurezas.

A grande peste de 1348 recrudesceu esse entendimento. Desde então, passou-se a desconfiar da água, que devia ser usada com moderação. Os banhos declinaram e, pouco a pouco, desapareceram. Foi preciso aguardar o século XIX e o movimento higienista para que se produzisse uma nova mudança de mentalidade.



fonte: historiaviva

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ DIA 11/02/2012.


Conforme decisão da equipe que coordena o periódico, Revista Historien prorroga as inscrições para novos membros. A nova data limite é 11/02/2012.

Aos interessados, devem ser enviados emails para o endereço revista_historien@ig.com.br, fornecendo as seguintes informações: 1) Nome; 2) Número da matrícula na universidade; 3) Endereço; 4) Contatos (email, telefones); 5) Um texto de 1000 caracteres (20 linhas), respondendo às perguntas "Por que participar da revista" e "Quais seus objetivos, caso venha a ser escolhido".

As propostas serão selecionadas e analisadas pelo Conselho Editorial e pela Equipe Administrativa da revista. Após a data limite de inscrições, a equipe entrará em contato com os selecionados, marcando as entrevistas.

O resultado será divulgado no portal e no blog.

Redação Revista Historien

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Breve história do RPG




Se você não entende bulhufas sobre o assunto e jogou no Google, o Wikipedia te responde que “Role-playing game, também conhecido como RPG (em português: “jogo de interpretação de personagens”), é um tipo de jogo em que os jogadores assumem os papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente. O progresso de um jogo se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente. As escolhas dos jogadores determinam a direção que o jogo irá tomar.”
Oficialmente, o hobby data de 1974 com o mundialmente famoso D&D (Dungeon & Dragons), criado por Gary Gygax e Dave Arneson. Na verdade era mais um jogo de miniaturas com uma temática meio de WAR. Com o tempo os criadores viram que aquilo poderia ser mais bem explorado e assim nasceram as primeiras “aventuras”. A coisa deslanchou mesmo a partir de 1980. Em 1982 Tom Hanks estrela um filme sobre RPG, Mazes and Monsters. E em 1983 é lançado o desenho Caverna do Dragão, totalmente inspirado em D&D. Daí pra frente aparece outros gêneros, já que D&D tratava basicamente de aventuras em cenários medievais.

Dungeons & Dragons ainda é o RPG mais jogado no mundo.
A evolução do RPG começa a seguir diversos rumos. O tema Cyberpunk discutia nos anos 80 o impacto da realidade virtual em um futuro próximo, tendo alguns jogos fundamentados no assunto. A Ficção Científica também ganha força nessa época, cuja literatura já era abordada desde os anos 70. Assim, em 1986 a empresa Steve Jackson Games publica o jogo GURPS um sistema genérico de regras. A promessa era que seria possível encaixar qualquer tipo de aventura dentro do sistema. Em um final de semana seu grupo poderia ser um grupo de piratas e no outro uma turma de Jedis.
Mas a era de ouro do hobby foi durante a década de 90. O velho D&D já havia passado por uma reformulação (sendo agora Advanced Dungeon Dragons), GURPS contava com diversos suplementos, e outros sistemas menores começaram a ganhar espaço no mercado (alguns até de origem nacional). Mas nada foi tão avassalador quanto à invasão dos noturnos chupadores de sangue nas mesas de jogos. Entra em cena o sistema Storyteller, trazendo vampiros, lobisomens, magos e afins em um mundo Punk-Gótico. O carro chefe do sistema era Vampiro: A Máscara, publicado originalmente em 1991 por Mark Rein Hagen através da editora White Wolf, com uma segunda edição em 1992 e uma edição revisada mais tarde em 1998. A febre de Vampiro foi tão grande que começaram a aparecer também os primeiros Lives: jogos “ao vivo”, onde as pessoas se encontravam e interpretavam seus personagens em carne e osso.

Vampiro: A Máscara, febre nos anos 90.
Nota: Vampiro: A Máscara completa 20 anos e em breve você verá uma matéria especial aqui no Nerdeando!

RPG de anime. Otakus também rolam dados!
A virada do milênio foi outro marco na história do RPG. No início do século XXI o RPG mais famoso do mundo, D&D, é totalmente reformulado em sua 3ª edição e com ela uma licença que permitia a qualquer um lançar produtos compatíveis, chamada de Open Game License. Esse foi o grande boom do mercado editorial de RPG. Agora muitos livros traziam apenas as aventuras, prontinhas para serem adaptadas com as regras de D&D, ou regras de D20 como ficaram popularmente conhecidas (referencia ao dado de 20 faces usado pelo sistema). Imaginem usar qualquer tipo de cenário, alguns até de mídias famosas como Star Wars, Marvel Comics e Disney utilizando o sistema de regras mais popular do mundo?

Coleção de GURPS.
Atualmente o RPG de mesa perdeu um pouco de sua força. Praticamente todos os sistemas foram alterados, atualizados ou finalizados. D&D está na sua 4ª edição, GURPS também foi reformulado e a White Wolf acaba com toda a sua linha (pra lá de extensa) de criaturas sombrias e lança o seu novo Mundo das Trevas. Como dito, o Role Play tem encontrado dificuldade em encontrar novos jogadores, principalmente no Brasil. Talvez pela “invasão” dos populares MMORPG’s, quem sabe. Mas com certeza o hobby ainda está longe de acabar. Pode ser que eu esteja sendo um pouco parcial (é, estou sendo sim), mas não há experiência de jogo que se compare ao bom e velho RPG de mesa. Construir a ficha do seu personagem, imaginando sua aparência, poderes e trejeitos. Interpretar monstros, heróis, monstros e todo tipo de criatura desse e de outros mundos. Criar mundos com sua própria cultura, política, geografia, onde apenas a sua imaginação é o limite! Além disso, RPG é uma experiência social. Marcar com os amigos para aquela seção sábado a noite, regada a refrigerante e salgadinhos gordurosos, rindo, falando bobagem e gerando fatos que se transformarão em lendas cada vez que vocês se encontrarem anos mais tarde. Posso dizer por experiência própria que essa é a maior “aventura” que você vai terá ao rolar seus dados. Isso tudo porque nem mencionamos o fato de a atividade desenvolver o intelecto, raciocínio, criatividade e leitura. Bom, mas isso fica para uma outra vez.
E não deixe de participar da nossa Promoção do Dia do Orgulho Nerd e comemore essa data ganhando um super game!


fonte: nerdeando

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

História em megabytes

Não há dúvidas de que os historiadores gostam mesmo é de papel – de preferência, velho. Mas em tempos de tanta documentação histórica digitalizada – e diante da popularização de tablets que agitam o consumismo natalino –, a RHBN Online preparou o caminho das pedras para os leitores mais modernos encontrarem livros eletrônicos gratuitos no emaranhado de megabytes da internet.Há uma infinidade de obras em domínio público presentes nas estantes das bibliotecas públicas virtuais, que permitem pegar livros “emprestados” por tempo indeterminado. É o caso, por exemplo, de um dos nossos mais célebres escritores. Machado de Assis conta até com um site especial, feito pelo Ministério da Educação, que disponibiliza em formato PDF a obra completa do primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. Até as correspondências do escritor podem ser baixadas para o seu computador ou tablet.O site Domínio Público, do Ministério da Educação, é o oásis dos novos leitores, com mais de 180 mil obras à disposição. Quem não ganhou um tabletno Natal não precisa se preocupar: os livros são disponibilizados, na maioria das vezes, em formato PDF e HTML, padrão das páginas de internet que pode ser visto em qualquer computador. Desde 2004, já foram feitos mais de 30 milhões de downloads de livros diversos.Apenas sobre História Geral, são 1.263 obras – 726 delas em português. A mais acessada é “A escravidão”, de Joaquim Nabuco, lida virtualmente por mais de 33 mil pessoas. Outro que se destaca é “História do Brasil: 1500-1627”, de Frei Vicente de Salvador. Quem não leu o célebre “Capítulos de História Colonial (1500-1800)”, de João Capistrano de Abreu, pode começar a qualquer momento.Obviamente, a benesse não se restringe aos autores nacionais. Basta um clique para ter acesso a obras de William Shakespeare, Fernando Pessoa e Dante Alighieri – best seller online, com mais de 1,7 milhão de livros baixados –, passando por Pero Vaz de Caminha e Luís de Camões. Não há por que se preocupar com o idioma: o site oferece 16 opções – de latim a sânscrito! –, incluindo, obviamente, versões em português.

Texto completo em revistadehistoria.com

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

5ª Edição no AR


Lançada Hoje a 5ª edição temática da Revista Historien, segue o editorial para apreciação.


Prezado leitor,
Nos últimos anos, a historiografia latino-americana tem dedicado um interesse especial em discutir os fatores que conduziram ao processo de emancipação das colônias luso-espanholas no princípio do século XIX. No Brasil em especial, notamos que a partir de 2008 um crescente interesse pelos aspectos que marcaram a vinda da Corte Portuguesa em 1808 e a consolidação de nossa independência política em 1822.

Outras nações latino-americanas, colonizadas em sua maioria pela Espanha, também empreenderam estudos acerca de seus movimentos emancipacionistas. A idéia da presente edição nasceu em 2010, quando um dos integrantes da Revista Historien, Christoval Araújo em parceria com o Prof. Dr. Eduardo Martín Cuesta, propuseram uma edição conjunta entre pesquisadores brasileiros e outros historiadores da América Latina. A proposta concretizou-se e agora apresentamos a quinta edição da Revista Historien em que navegaremos no debate do Bicentenário da Independência das Nações Latino- Americanas.

Em Argentina: de vice-reino a um Estado de províncias, Leonardo Mercher busca relatar como através de processos políticos regionais, durante o século XIX e XX é formado o estado argentino. Juan Francisco Martinez Peria, propõe um estudo acerca da última etapa da Revolução do Haiti, seu artigo é: El choque final entre dos revoluciones: De la expedición napoleónica a la independencia de Haiti.

Germán Ibañez introduz a questão da descolonização como dimensão fundamental a ser explorada nos processos de independencia, seu artigo La Revolución Hispanoamericana: Una caracterización, aborda o processo revolucionário hispanoamericano com a culminância da independência de maior parte da América espanhola.

Eduardo Martín Cuesta escreve junto a Agustina Vence Conti o artigo Bicentenário de la Independencia Argentina: una perspectiva desde la historia Historien – Revista de História [5] Petrolina, jun./nov. 2011 7 econômica, ensaiando algumas perguntas acerca das características gerais da economia do que hoje é o espaço da República Argentina através da observação de três momentos históricos: 1810, 1910 e 2010.

Com uma proposta no mínimo inovadora, Julio Osaba escreve El Bicentenário Según Lisa Simpson o la Construcción Social de los Héroes. O autor trará uma visão acerca do Bicentenário no Uruguai usando a figura do Herói nacional, sua construção e desejo social, para isso, fará um contraponto com o icone Lisa Simpson, do desenho animado Os Simpsons. Jorge Rueda e Laura Rueda nos brinda com o artigo La Crisis del Convivir en la Historia y la Cultura Republicana en Chile, descrevendo aspectos na construção e historiografia da república chilena como sendo uma nação que assim fixada nas elites dominantes se encarregou de construir fronteiras
culturais e de identidade.

Lina Constanza Díaz Boada no texto La Élite Local ante la crisis de la Monarquía Española: Redes Sociales de Poder em el Cabildo de Pamplona – Virreinato de Nueva Granada, 1800-1810 analisa as diversas respostas desenvolvidas pela elite de Pamplona de Indias no Vice-Reinado de Nova Granada, em 1810, diante da crise da monarquia espanhola. E finalizando a História em Foco, Natalia Bustelo escreve El Nuevo Mundo en Espejo de Europa:Reflexiones Sobre la Construcción Identitaria Estatal, uma análise dos traços de imagens que foram usadas para representação do nacional e do latinoamericano e sua relação com a Europa.

Edson Silva no artigo Povos Indígenas do Sertão: Uma História de Esbulhos das Terras, Conflitos e de Mobilização por seus Direitos discute sobre a atual situação dos povos indígenas no interior do Nordeste; Silvano Fidelis de Lira escreve Histórias em Quadrinhos: Possibilidades e Perspectivas do Fazer Pedagógico no Ensino de História em que trata das possibilidades de utilização de um instrumento de fácil acesso aos estudantes dentro da sala-de-aula e suas possibilidades de enriquecimento do conhecimento transmitido aos alunos. Historien – Revista de História [5] Petrolina, jun./nov. 2011 Abordando a temática História e Memória, temos o artigo de Ulisses do Vale com o trabalho Entre Memória e Imaginação: Pelo Fim de uma Longa Má Consciência buscando refletir acerca do debate dentro do meio acadêmico sobre a relação entre a História e a Memória.

Por fim, dois artigos que abordam o Brasil Colonial: o primeiro de Marcio Douglas de Carvalho e Silva, A Demonização do Paraiso: Fé e Religiosidade no Brasil Colonial em que aborda as relações entre a religião oficial trazida pelo colonizador europeu e as diversas manifestações religiosas surgidas no Brasil a partir das influências de elementos africanos e indígenas; e o segundo de Emãnuel Luiz Souza e Silva, Ação Jesuítica e Catolicismo no Brasil Colonial do Século XIX que faz uma análise do padre jesuíta Luís da Gram em sua propagação da fé católica no Brasil do século XVI.

É com imensa satisfação que reafirmamos com compromisso do iniciado em novembro de 2009, nós do Grupo “Sapientia et Virtute” e do Departamento de História da Universidade de Pernambuco – Campus Petrolina, em ampliar e divulgar o conhecimento entre pesquisadores de História e diversas áreas do conhecimento das Ciências Humanas e Sociais de diversas regiões do Brasil e agora com a colaboração de pesquisadores de diversas regiões do continente americano. Não poderíamos deixar de transmitir o nosso agradecimento a Maria Fernanda Sabio pelo apoio na idealização e construção dessa edição.

Boa Leitura.